17/06/2013
Uma simbólica da mudança

Depois de muito blasfemarmos contra políticos e de reiterarmos a histórica mania de culparmos o governo (que nós mesmos elegemos), parece que chegou o tempo em que o absurdo não está mais tolerável.

Ledo engano daqueles que pensam que se trata apenas de 0,20 centavos. Isso é apenas um símbolo de insatisfação com os rumos que a política, os programas e as ações no país tomaram ao longo do tempo.

Em todas as áreas: social, educacional, saúde, assistência, etc., é preciso repensar, reformar e lutar por direitos em um país tão desigual.

Compreender que problemas locais são também problemas globais é o que nos torna iguais, seja aqui, seja acolá, de um lado ou outro do oceano, porque não haverá evolução sem que o todo caminhe junto.

Corroborando com Boaventura de Souza Santos precisamos de um conhecimento prudente para uma vida decente.

Nossa vida anda muito indecente em vários aspectos e além de um conhecimento, precisamos de ações que defendam a vida.

Chega de pensar naquilo que é bom apenas para si mesmo! Chega de querer um desenvolvimento que beneficie minha conta bancária! Chega de achar que os problemas são dos outros e eu não tenho nada a ver com isso!

Não adianta erguemos muros e grades se o que nos separa são nossas formas de pensar, sentir e fazer.

O problema não está lá fora, mas dentro de cada um.

Não interessa se não vai as ruas protestar. Não interessa se não está filiado a algum partido ou movimento.

Mesmo que não se manifeste nas ruas ou que o faça através de qualquer outro meio de comunicação, o que interessa é que a mudança comece na sua forma de pensar, que saia da normose que te aprisiona na caixinha do preconceito, do individualismo e da mediocridade.

Sair da normose é assumir sua parte na mudança. Quando cada um evolui contribui-se para a evolução do conjunto.

Se a vivência da realidade é uma função do estado de consciência, é preciso mudar esse estado para que a realidade que vivemos seja melhor, mais justa, mais igualitária, mais prazerosa.

Mudar o estado de consciência é se permitir pensar, sentir, viver diferente, abrindo espaço para novos aprendizados, refletindo criticamente sobre o papel de cada um na sua própria vida e no mundo. É se assumir como sujeito de direitos, deveres e de ação.

Desejo que o tão propalado fim do mundo esteja eclodindo agora, nas ruas, nas esquinas, nas mentes e nos corações de todos.

Que o movimento de mudança te contamine e que não haja outra saída a não ser evoluir.

Que as metas de mudança encontrem caminhos de realização em cada ato nosso cotidiano.


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Cuidar e aprender com as crianças em e educação e saúde - Narrativas e(m) formação
Neste texto partilha se uma reflexão proporcionada pelo encontro entre as autoras, movidas pelos respetivos trabalhos com narrativas b iográficas e histórias de vida. Focamos, sobretudo, possibilidades de exploração de sentidos do que fazemos e projetamos, abarcando elementos da nossa ação e investigação e no papel que assumimos na docência e na formação de profissionais de Educação e de Saúde.